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A ciência inovadora por trás da Dieta das 8 Horas

Dentro de cada célula do nosso corpo existe um conjunto de organelas (ou órgãos em miniatura) chamadasmitocôndrias. Se você fosse vendedor de uma grande loja de material de construção, teria dificuldade para descobrir exatamente em qual setor armazenar as mitocôndrias. Poderia, por exemplo, guardá-las na seção de material elétrico,pois uma de suas principais funções é enviar sinais elétricospelas células; para tanto, elas funcionam como milhares de dimmers, aumentando e diminuindo o fluxo de energiapelo corpo conformenecessário. Poderia armazená-las na seção de jardinagem, pois outro papel dessas organelas microscópicas é estimular e deter o crescimento das células. As mitocôndrias controlam a regeneração celular, propiciando o surgimento de células novinhas em folha e fazendo as mais antigas se autodestruírem quando ultrapassam o tempo de vida pré-programado. Assim, o funcionamento adequado das mitocôndrias é fundamental para nos conservar jovens, mantendo célulasnovas sempre de prontidão; mas as mitocôndrias também são fundamentais para reduzir a incidência de câncer – basicamente provocado pelo crescimento celulardescontrolado.

É bem provável, porém, que o gerente da loja lhe dissesse para armazenar as mitocôndrias na seção de geradores caseiros, pois na maioria das vezes elas funcionam como as usinas de produção de células. Produzem a maior parte do suprimento de adenosina trifosfato (ATP), a fonte de energia química que, em sua função mais básica, é a base da vida. O ATP é a energia que alimenta tudo, das digitaisaté o crescimento das unhas dos pés.

Agora, aqui está o fato mais importante sobre as mitocôndrias: assim como qualqueroutro tipo de motor, elas geram energia,mas também resíduos.Porém, ao contrário do motor do automóvel, que transforma gasolina em energia ao mesmo tempo que produz fumaça, as mitocôndrias transformam alimentos em energia ao mesmo tempoque produzem algo chamado radicais livres.

Os radicais livres são a fonte de quase todos os males do nosso corpo. Por serem os maiores responsáveis pelo processo de envelhecimento, eles impedem o funcionamento das mitocôndrias, matando células e, em última instância, provocando nossa decadência – doenças cardiovasculares, câncer, diabetes, Alzheimer ou algum mal relacionado ao envelhecimento. Os radicais livres são moléculas de oxigênio; combatê-los é o papel dos antioxidantes anunciados nas caixas de sucos ou vitaminas que vemos nas prateleiras dos supermercados e lojas de produtos naturais. Mas antioxidantes alimentares como as vitaminas A,C e E, embora necessários para a boa saúde, podem ter apenas um efeito limitado sobre os radicais livres produzidos pelas mitocôndrias; caso contrário,considerando-se todas as vitaminas que tomamos, viveríamos até os 200 anos e deixaríamos os cirurgiões plásticosdesempregados.

Portanto, as mitocôndrias são ao mesmotempo mocinhas e vilãs. Fabricam o ATP que nos mantém vivos, mas durante o processo criam os radicais livres que provocam nossa decadência. O que poderia fazer uma organela microscópica bem-intencionada?


Assim como outros motores, as mitocôndrias das células queimam combustívelcom maior eficiência, produzem mais energia e geram menos resíduos se sua manutenção estiver em dia. Mas nossa rotina atual de alimentação diária fazexatamente o contrário. Na verdade, os seres humanos evoluíram para ter o hábito de comer apenas algumas horas por dia (você verá mais sobre o assuntono próximo capítulo). Quando passamos muitas horas comendo,não proporcionamos às mitocôndrias uma pausa no processamento de calorias. O motor fica quente,gerando muitos radicaislivres – que, mais tarde,danificam a mesma mitocôndria que os produziu. É como dirigir dia e noite e nunca parar para trocar o óleo do carro. Quando sofrem danos, as mitocôndrias também perdem sua capacidade de controlar o crescimento celular e de processar os alimentos com eficiência. Resultado: você começa a envelhecer, e a engordar,à medida que a energiados alimentos é armazenada sob a forma de gordura,e não de ATP.

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